Ponto final.
Daqui surgem novas palavras. Mais bonitas, mais amadurecidas, mais suaves, (ou) mais fortes, mais criativas, mais exprimíveis, mais novas, mais minhas.
Porque, como dizem, "pra todo fim há um recomeço". E aqui me encontro. Entrando de mansinho, pisando na ponta dos pés, nesse recomeço. Como uma criança entrando de mansinho no quarto dos pais na madrugada, querendo um colo, assustada com seus monstros embaixo da cama, mas ao mesmo tempo receiosa de levar bronca por interromper seus sonos. Aflita por querer se livrar de um, mas sem saber o que esperar do outro.
Frisei o "nesse" porque muitos recomeços já viraram ponto final e tantos outros virão.
Mas não sou uma menininha, não tenho medo dos meus monstros e não tenho receio do que desconheço. Enfrento o que me incomoda e me jogo no novo.
Ponto final. Viro a página. Vejo uma folha em branco. As linhas estão lá, esperando que eu me debruce sobre elas e dê sentido às palavras soltas que vou escrevendo uma após a outra. Espero saber me escrever dessa vez. E, melhor, saber escrever os novos "nós". A nova história começa agora, ainda sem personagens definidos. E eu, a narradora-personagem, também ainda indefinida.
Vamos mudar! Mudar para melhor!
ResponderExcluirPelo jeito, estamos passando pela mesma fase!
Lindo texto. Me veio em boa hora.
=*
Ótimo texto, ótimo blog. Ganhou um seguidor.
ResponderExcluirBom assim, tudo indefinido, pois escrevemos sempre sobre o que não sabemos ao certo. Criamos quando escrevemos. Por isso algo tem sempre que morrer para nascer o novo.
ResponderExcluirParabéns!