sábado, 22 de maio de 2010

AmadurEssência

Os anos, meses, dias, horas vão passando - algumas vezes voando, outras se arrastando - junto com eles muitos surgem, tantos outros se vão. Tanta coisa mudando o tempo todo que as vezes não dá pra se reconhecer, nem reconhecer as coisas e pessoas ao redor. Tanta coisa que se aprende o tempo todo, tanta coisa que se erra e se acerta. Tanta dor apertando dentro do peito e tanto sorriso que não cabe no rosto de tão largo. Tanta novidade e tanta coisa velha, ultrapassada.
Tanta coisa o tempo todo pra se guardar. E pra se jogar fora.
E no fim ainda me sinto pequena. Muito pequena, diante de um mundo tão gigante com pessoas gigantes que me pisam e empurram sem pedir licença. Pequena diante de coisas, sentimentos e situações que de tão grandes, exigem que eu amplie meus limites para suportá-los, sem explodir.
Amadurecer é mais ou menos isso.

sábado, 1 de maio de 2010

Indelével 1º de maio

Se você ainda estivesse aqui, hoje, ao acordar, eu iria ao seu encontro, seguraria sua mão, te daria um cheiro na cabeça e te felicitaria pelo seu dia. Em seguida te daria alguma desculpa esfarrapada por não ter comprado seu presente, te perguntaria o que tava te faltando pra comprar e te dar. Você sorriria e diria não precisar de nada, que seu presente você já tem: Eu, mamãe e minha irmã.
Mas você não está.
E nesse estranho 1º de maio de muitos que virão, eu acordei e a janela na minha frente não era a mesma de todos os anos anteriores. O teto não era o mesmo. O quarto e a casa não eram as mesmas. Não precisei nem te procurar pela casa. Dessa vez eu já acordei sabendo que você não estava aqui. Dessa vez ficha nenhuma caiu, porque ela já estava no chão quando acordei.
Apenas fechei meus olhos, segurei minhas próprias mãos, cheirei meu próprio ombro... E te felicitei, em silêncio. Parei por um instante e cheguei a conclusão que o presente que você, de certa forma, sempre nos pedia era atenção e carinho. E eu nunca soube interpretar. Falhei. Imaginei seu sorriso -você sorria com os lábios e os olhos- e você me dizendo baixinho que não precisa de nada. Seu presente é nos ver bem, seguindo em frente, aguentando firme. Nisso, também, ando falhando. Tem sido difícil. Estou tentando, mas não tenho de onde tirar tanta força.
Feliz aniversário papai!
Espero que estejas comigo, olhando por mim daí de cima, dia 29. Seu aniversário sem você aqui está sendo bem doloroso. E certamente o meu sem você pra me encorajar, me motivar, segurar minha mão e cheirá-la carinhosamente, será igualmente doloroso.
Me dá a força que não tenho?!
Te amo, sempre.
Rafaela Bezerra
01/05/2010
Ps: Esse garotinho lindo e sorridente da foto é ele, meu paizão, quando tinha uns 7 anos. Adoro essa foto. Adoro esse sorriso e essa covinha (que eu e minha irmã herdamos).
Saudade!