terça-feira, 3 de agosto de 2010

Run, girl, run!

Não espero de mim mesma nada além do que sei que posso fazer, do que posso me dar, do que posso ser. Por isso não me canso e não paro na estrada, não me sento no acostamento, não fico olhando os outros passarem por mim em suas caminhadas, vitoriosos e eu derrotada. Tenho a minha e meu caminho é longo, com muitos obstáculos. Mas eu sei que posso passar por eles sem problemas, basta confiar no meu taco e me esforçar mais do que sempre penso ser meu máximo - sempre me surpreendo.
Não espero de mim o absurdo, pois tenho pleno conhecimento que posso mais que isso. Vou me diminuir pra que? Vou me conformar com o que os outros vêem em mim por que? Se só eu conheço esse bicho louco e cheio de truques e segredos que vive aqui dentro?! Vou me menosprezar pra que? Se já deixo essa tarefa para quem não me conhece?!
Eu não. Eu vou indo nessa, acelerar meus passos, me provar que fraqueza e desistência são para os fracos. Quero mais. Sempre! Quero ter minha recompensa quando cruzar minha linha de chegada e, antes disso, quero ser merecedora dela.
Quero tudo. E quero tão pouco ao mesmo tempo. Quero o simples e pouco que caiba no meu peito, mas que me deixe feliz e satisfeita. O simples e pouco que me dê motivação para dar esses passos largos, confiantes e velozes. E eu já os tenho! Devo me sentir incapaz e incompleta por que?
Não, né?! Nem tempo pra "complexo de pequenez" eu tenho. Estou muito ocupada percorrendo minha maratona enquanto tento não me perder em meus doces e loucos devaneios, enquanto me esforço para não perder meu foco.
A propósito... Vou dar uma corridinha agora. Nos vemos lá na frente?
Rafaela Bezerra

quarta-feira, 7 de julho de 2010

Silêncio

Junho passou e nada brotou no papel. Nenhum tijolo foi posto sob as folhas em branco.
Final de semestre na faculdade, muitos trabalhos para dar conta e pouco tempo e tranquilidade pra fazer o que mais me dá paz: Escrever.
Mas em compensação (afinal, depois da tormenta sempre vem a calmaria, né?!), julho chegou e as férias idem! Tirarei essa primeira semana pra descansar, colocar as idéias no lugar, me encontrar novamente e espero voltar logo a ouvir o barulhinho do grafite riscando o papel (ou dos dedos tocando as teclas, o que é mais comum).
Essas férias do papel estão sendo bem vindas, precisava mesmo tirar um tempinho pra ordenar esse emaranhado de pensamentos-lembranças-saudades-sentimentos-escolhas-ansiedades. E descobrir o que eu quero afinal, porque convenhamos, ser inconstante é confuso, cansativo e enlouquecedor.
Não tirarei férias das palavras, pois estas levo comigo todo o tempo, mas tirarei férias de mim, das minhas loucuras, da minha necessidade quase que doentia de vomitar meus devaneios. Mas, claro que não cessarei. Ainda é uma necessidade! rsrs Apenas me darei ao luxo do descanso, do silêncio, das reflexões longe da escrita.
Rafaela Bezerra

sábado, 22 de maio de 2010

AmadurEssência

Os anos, meses, dias, horas vão passando - algumas vezes voando, outras se arrastando - junto com eles muitos surgem, tantos outros se vão. Tanta coisa mudando o tempo todo que as vezes não dá pra se reconhecer, nem reconhecer as coisas e pessoas ao redor. Tanta coisa que se aprende o tempo todo, tanta coisa que se erra e se acerta. Tanta dor apertando dentro do peito e tanto sorriso que não cabe no rosto de tão largo. Tanta novidade e tanta coisa velha, ultrapassada.
Tanta coisa o tempo todo pra se guardar. E pra se jogar fora.
E no fim ainda me sinto pequena. Muito pequena, diante de um mundo tão gigante com pessoas gigantes que me pisam e empurram sem pedir licença. Pequena diante de coisas, sentimentos e situações que de tão grandes, exigem que eu amplie meus limites para suportá-los, sem explodir.
Amadurecer é mais ou menos isso.

sábado, 1 de maio de 2010

Indelével 1º de maio

Se você ainda estivesse aqui, hoje, ao acordar, eu iria ao seu encontro, seguraria sua mão, te daria um cheiro na cabeça e te felicitaria pelo seu dia. Em seguida te daria alguma desculpa esfarrapada por não ter comprado seu presente, te perguntaria o que tava te faltando pra comprar e te dar. Você sorriria e diria não precisar de nada, que seu presente você já tem: Eu, mamãe e minha irmã.
Mas você não está.
E nesse estranho 1º de maio de muitos que virão, eu acordei e a janela na minha frente não era a mesma de todos os anos anteriores. O teto não era o mesmo. O quarto e a casa não eram as mesmas. Não precisei nem te procurar pela casa. Dessa vez eu já acordei sabendo que você não estava aqui. Dessa vez ficha nenhuma caiu, porque ela já estava no chão quando acordei.
Apenas fechei meus olhos, segurei minhas próprias mãos, cheirei meu próprio ombro... E te felicitei, em silêncio. Parei por um instante e cheguei a conclusão que o presente que você, de certa forma, sempre nos pedia era atenção e carinho. E eu nunca soube interpretar. Falhei. Imaginei seu sorriso -você sorria com os lábios e os olhos- e você me dizendo baixinho que não precisa de nada. Seu presente é nos ver bem, seguindo em frente, aguentando firme. Nisso, também, ando falhando. Tem sido difícil. Estou tentando, mas não tenho de onde tirar tanta força.
Feliz aniversário papai!
Espero que estejas comigo, olhando por mim daí de cima, dia 29. Seu aniversário sem você aqui está sendo bem doloroso. E certamente o meu sem você pra me encorajar, me motivar, segurar minha mão e cheirá-la carinhosamente, será igualmente doloroso.
Me dá a força que não tenho?!
Te amo, sempre.
Rafaela Bezerra
01/05/2010
Ps: Esse garotinho lindo e sorridente da foto é ele, meu paizão, quando tinha uns 7 anos. Adoro essa foto. Adoro esse sorriso e essa covinha (que eu e minha irmã herdamos).
Saudade!

segunda-feira, 19 de abril de 2010

Passo adiante

Ponto final.
Daqui surgem novas palavras. Mais bonitas, mais amadurecidas, mais suaves, (ou) mais fortes, mais criativas, mais exprimíveis, mais novas, mais minhas.
Porque, como dizem, "pra todo fim há um recomeço". E aqui me encontro. Entrando de mansinho, pisando na ponta dos pés, nesse recomeço. Como uma criança entrando de mansinho no quarto dos pais na madrugada, querendo um colo, assustada com seus monstros embaixo da cama, mas ao mesmo tempo receiosa de levar bronca por interromper seus sonos. Aflita por querer se livrar de um, mas sem saber o que esperar do outro.
Frisei o "nesse" porque muitos recomeços já viraram ponto final e tantos outros virão.
Mas não sou uma menininha, não tenho medo dos meus monstros e não tenho receio do que desconheço. Enfrento o que me incomoda e me jogo no novo.
Ponto final. Viro a página. Vejo uma folha em branco. As linhas estão lá, esperando que eu me debruce sobre elas e dê sentido às palavras soltas que vou escrevendo uma após a outra. Espero saber me escrever dessa vez. E, melhor, saber escrever os novos "nós". A nova história começa agora, ainda sem personagens definidos. E eu, a narradora-personagem, também ainda indefinida.

quarta-feira, 14 de abril de 2010

Desabafo

Tá tudo bem, tá tudo legal, tá tudo dando certo.
Mas aí de repente alguma coisa invisível e que não faço a mínima idéia do que seja, vem e bagunça tudo. E de repente tudo dá errado, de repente o vazio toma conta do tumulto que tava antes. Eu gosto de tumultos. Então não tá nada legal. Nadinha!
Gosto de ter certeza de que tudo está em seu devido lugar. Sou organizada com minhas coisas e com as pessoas. Sim, as pessoas também. Gosto de me certificar que elas estão lá e que posso tê-las a hora que eu quiser.
Mas e quando você vai procurá-las e não as encontra? Hum? Sentiu um medinho aí? Então certamente você saber do que estou falando. Sabe desse frio agoniante que dá na espinha ao imaginar - ou constatar- que coisas e, principalmente, pessoas que você ama não estão mais "".
Tá tudo uma bagunça só aqui. Onde? Aqui . Aqui dentro! Não sei onde estão, as pessoas e as coisas. Não sei como controlar isso tudo que estou vivendo. É tanta coisa ao mesmo tempo que meu grito tá entalado na garganta, esperando o ápice dessa loucura toda pra ele poder ecoar e todo mundo me olhar assustado.
E isso eu não entendo. Justo eu que sempre tive tudo tão sob controle, estou agora mais perdida que agulha em palheiro. Não faço idéia de por onde começar. E isso me irrita mais ainda. Faz meu grito interno dobrar de intensidade. Quando esse grito escapar, ficarei rouca, não tenho dúvidas.
Pronto. Desabafei.

sábado, 3 de abril de 2010

Nostalgia

Que saudade do não ter nada pra fazer. Do tempo em que a ociosidade me deixava feliz, pois nela eu inventava mil brincadeiras pra passar o tempo. Ou simplesmente a apreciava, sonhadora.
Saudade de não ter preocupações, de não ter contas para pagar, não ter trabalhos acumulados esperando para serem postos em dia. Saudade de um tempo em que as responsabilidades que tinha se resumiam ao bom comportamento e deixar as tarefas da escola em dia. Ah, e que saudade das tarefas da escola!!!
Saudade do tempo em que acreditava naquele amor que via na TV, bonitinho, correspondido, respeitador, eterno. Bem que papai tinha tanto cuidado comigo. Ele conhecia a realidade e ela é bem diferente do que mostram na TV. Agora entendo porque ele não queria que eu crescesse.
"Fique assim meu amor
Sem crescer
Porque o mundo é ruim, é ruim
E você vai sofrer de repente
Uma desilusão
Porque a vida é somente
O teu bicho-papão" (Valsa para uma menininha - Toquinho e Vinícius de Moraes)
Saudade da época em que só sorria, e se chorava, era porque levava bronca ou me machucava - literalmente.
Hoje os machucados são tão abstratos quanto o amor nada idealizado da realidade, e, ironicamente, mais profundos.
Saudade de tanta coisa daquela época, que não caberia aqui.
Saudade da ingenuidade, da inocência da infância. Saudade de uma época em que amor, a gente sentia por papai, mamãe, vovó, vovô e irmãozinhos.
Saudade do tempo em que acreditar em Papai Noel, Fada do Dente e príncipe encantado, era normal e ninguém te desacreditava.
Pena. Cresci e descobri que nenhum deles existe.
Na verdade muita coisa em que acreditava não existe. E não sei se devo me sentir mal por terem abusado da minha inocência, ou se devo ficar feliz por tomar conhecimento da realidade. Mas ainda não sei se ter conhecimento disso me torna uma pessoa mais forte, ou apenas sem esperanças.
Enfim... Só me resta o conformismo. E aprender a me virar como gente grande. Sem precisar de outros de mim pra me contar o que é real e o que é fantasia nesse mundo ruim.
Estou pronta pra aprender, sozinha.

segunda-feira, 29 de março de 2010

Reciclando-me

Nunca duvidei do quanto sou inconstante.
Uma hora quero isso, na outra aquilo. Uma hora odeio, na outra amo.
Me falaram uma vez que tem a ver com meu signo: Gêmeos. Mas sei não. Não acredito nessas coisas. Superstição demais, embora cética seja uma coisa que não sou. Mas essas coisas de signo, zodíaco... Não sei não hein.
Mas não vamos mudar o foco. O que há é que por mais que eu tente ser mais decidida, no fim nunca consigo.
Já gastei muitas canetas, lápis e as letras do teclado do computador escrevendo textos ora apaixonadinhos e bobos, ora pondo fim a essa pieguice toda.
Nesse momento, por exemplo, estou rindo de certos textos aqui postados. Hein? Como assim? Haha! Acontece que o texto "Amor da cabeça aos pés" está atualíssimo. Não entendeu? Deixa estar.
Preciso mudar o rumo do que escrevo. Preciso amadurecer as minhas palavras. E mais ainda as emoções descritas.
E aproveitando o ensejo, a porta foi definitivamente aberta. Eu tentei ser educada, mas você relutou em sair. Então tive que ser um pouco rude. Te expulsei - mas sem descer do salto, claro.
Achava que ficaria no fundo do poço quando isso acontecesse. Mas ao chegar ao tal fundo, descobri que havia molas lá. E olha só, estou no topo dele de novo. Aliás, fora dele!
"Nada melhor que um novo amor pra curar um velho." Tá, não precisa necessariamente ser um amor... Pode ser só uma paquera, amigos novos, um projeto novo. O importante é que descobri que não morri com sua ausência. Descobri que posso ter muito mais que isso e que "pouco eu não quero mais".
Adeus situações velhas. Eis que tudo se fez novo, de novo.
Estou em processo de reciclagem.

domingo, 21 de março de 2010

Carta aberta (Ao meu pai)

Nunca imaginei que a distancia entre nós um dia seria assim, tão abissal. Desde que a ficha caiu tem sido estranhíssimo. Aliás, essa distancia tem sido difícil de ser digerida. Porque tem horas que te sinto tão perto. Como se me observasse a poucos metros - as vezes centímetros - de distancia. E afinal, o que exatamente nos separa? É confuso tentar entender isso de pra onde vão os que amamos quando nos deixam. Gostaria que você simplesmente estivesse aqui de forma que eu pudesse ter certeza da sua presença.
Hoje fazem exatos 4 meses... Não há necessidade de me conformar com sua ausência, ?! Ainda é cedo. Gostaria que não me dissessem mais coisas do tipo "não fique triste, isso acontece" ou "você precisa seguir em frente". Oi? Será que eu posso exprimir minha dor? Ainda é cedo e ela é eterna. Posso chorar em paz agora?
É, paizinho. Você me faz uma falta danada.
Fico eufórica em dias de jogo do Fla, olho pro lado pronta pra te perguntar em que posição meu time está naquele campeonato... Mas você não está lá pra responder. E me sinto perdida. Os jogos e Formula 1 perderam a graça sem você por perto me ensinando as regras, me contando as classificações, sempre entusiasmado por eu me interessar por coisas que você gostava.
Ou talvez porque naquilo ali você poderia estar perto de mim - no caso, o inverso - pra me ensinar. Sei o quanto foi doloroso pra você não ter podido estar por perto das suas filhas em momentos importantes da vida delas, pra ensiná-las, guiá-las, vivenciar esses momentos. Foi igualmente doloroso pra nós, fique certo disso.
Você faz uma falta danada quando, ao dar uma olhada nos canais da TV, me deparo com o Pr. R.R. Soares e seu Show da Fé, e não te tenho ali do lado pra aperrear, e brincar contigo, te dizendo que esse cara é um ridículo.
Achei umas cartas que você escreveu pra mim nos meus aniversários dos 14 aos 18 anos - tempo em que você ainda podia escrever -, o que senti ao ler foi um misto de alívio e dor, ao reconhecer sua grafia. Ao ler coisas tão... Tão suas! Por segundos pude até ouvir você falar aquelas coisas que estavam ali escritas. Guardei-as com todo amor do mundo. Mostrarei aos seus netos, viu?! Eles saberão do grande homem que você foi e se orgulharão tanto quanto eu me orgulho de ti.
E tem tanta coisa que queria te contar. Ainda não consegui um novo emprego. Estágio em Comunicação então, nem se fala. Estou no 5º período, pai! Minhas notas semestre passado foram boas. Ganhei uns cabelos brancos... Resultado dos estresses e preocupações. É, sua galeguinha cresceu. Estou me esforçando pra ser uma pessoa mais responsável, como você tanto queria.
O coração anda cansado, um pouco frustrado. Saudade dos seus conselhos. E sei o que você diria nesse momento. Algo do tipo "Minha filha, ele não te merece! E ninguém te ama mais que eu!". Você sempre acertava no que dizia. E talvez eu devesse te dar ouvidos. Pena que o faça só agora.
Renata conseguiu mais um emprego! Não pára quieta. Trabalhando demais.
Mamãe agora está descansando, recuperando o fôlego. Mas também sente muito a sua falta.
Todos sentimos. Vovó mais ainda. Toda hora lembra de você. E toda hora nosso coração se aperta.
Papai, de onde o senhor estiver, continua cuidando da gente, tá?! Mostra-me o que fazer, ilumina bem o meu caminho pra que eu possa continuar seguindo tuas pegadas. Elas ainda estão bem claras na minha frente.
Talvez todas as teorias sobre o pós-vida conspirem contra nós e você não tome conhecimento dessas palavras, do meu pensamento, dos meus sentimentos, do meu dia-a-dia. E imaginar isso me deixa louca, pois tem tanta coisa que queria que você soubesse, que se te visse agora, gritaria tudo, atropelando as palavras e sem recuperar o fôlego. Tenho certeza que você riria dessa cena. Ah, que saudade!
Como é grande o meu amor por você, seu Eduardo.
Até nosso próximo encontro, meu velho!
De sua filha, seu amor, sua galeguinha, sua bonequinha,
Rafaela Bezerra

domingo, 14 de março de 2010

Voltando atrás

Eu disse que a porta estava aberta pra você sair?
Eu havia desistido de você? De nós?
Eu realmente abri mão dessa coisa maluca e indefinida que temos?
Posso voltar atrás?
A verdade é que eu gosto desse joguinho interminável que me tira do sério.
Gosto de você. Gosto dessa falta de compromisso. E gosto da maneira com que vamos levando isso.
Tanto tempo já, não é?! Não dá pra simplesmente te expulsar porta a fora. Não dá pra simplesmente fechar os olhos e dar as costas ao óbvio: Não quero te perder.
Isso me deixa confusa. E você nem faz idéia do quanto. As vezes nem eu faço idéia do quanto minha cabeça tá embaralhada. Parece que passou um furacão lá dentro e deixou vestígios seus por todos os lados. Qualquer área dos meus pensamentos que meu subconsciente vasculha, tem um pedaço seu.
E talvez você nunca entenda essa minha vontade louca de você. Esse bicho de sete cabeças e garras fortes que grita seu nome dentro de mim. Esse meu medo de que você se canse de mim. (Não cansa não, vai?!)
Mas quer saber? Não vou desistir. Não abro mão do "nós". Quero mais sorrisos quando nossos olhos se encontrarem. Quero mais cafuné no cabelo enquanto assistimos filme. Quero mais dos seus dedos entrelaçados aos meus. Quero mais do teu cheiro no travesseiro.
A porta permanecerá aberta, não vou te aprisionar. Não é isso o que quero.
Mas adoraria que você ficasse pelo máximo de tempo que for possível. Prometo te surpreender sempre que possível e te dar o máximo de conforto dentro desse coração sedento da sua presença.
Não me larga, tá?!

sábado, 6 de março de 2010

Amor da cabeça aos pés

Ela já havia gostado de alguns caras. Vários, pra ser mais exata.
Quando era ainda uma menina acreditava estar apaixonada por um colega da escola que sempre a esnobava. Até que se descobriu apaixonadinha por um outro colega. Ah, essas crianças!
Pouco tempo depois, ao mudar de escola, seu coraçãozinho continua em sua saga em busca de paixonites, e eis que ela se apaixona por um garoto da outra turma.
Ela acredita agora sim ser esse friozinho na barriga paixão, e todos os outros que vieram antes foram meras paixonites bobas e precipitadas. Agora sim ela amava!
Boba! Ela não sabia o quanto isso é passageiro. Ela não sabia sequer o que significava isso. Logo estaria namorando um cara que lhe arrancava sorrisos facilmente. O primeiro que lhe ouviu pronunciar a frase mais bonita (e precipitada, diga-se de passagem) que há: Eu te amo!
Ama? Ingênua! Durou pouco tempo até ele a magoar e ela, adivinhem, mais uma vez se apaixonou. Dessa vez uma paixão avassaladora. Ele era tudo o que ela (aparentemente) queria e, por isso, fazia tudo por ele. Durou um tempo considerável. Ela não se via com mais ninguém. Ficaria com ele pra sempre.
Maaaas, como canta a saudosa Cássia Eller, "O pra sempre, sempre acaba". E foi o que aconteceu. Os caminhos se separaram.
Ela aproveitou bem seu tempo sozinha e desistiu de se permitir se apaixonar. Deixou seu coração se distrair.
Hein??? Missão impossível para uma romântica que sempre usa o coração como expressão.
Então, como se pode imaginar, ela encontra outro alguém. Um alguém que lhe dava o que ela queria, como atenção, carinho, sorrisos sinceros, risadas, cumplicidade, que lhe fazia pensar no futuro e questionar seus próprios quereres. Enfim, alguém que lhe mostrava quem ela era e que a fazia gostar do que via em si. Perfeito não?! Ele tinha o melhor abraço do mundo e o encaixe entre eles era o mais próximo da perfeição possível.
Ela acreditava que o amava mais do que já havia sido capaz de amar. Até, mais uma vez, esse sentimento mudar ou se extinguir.
Tanta peça pregada por seu coração carente e apaixonado lhe trouxe uma lição: Que o "amor da nossa vida" sempre será o próximo que virá. Que sempre vamos amar mais do que antes.
Até chegar um ponto que não caiba mais tanto amor, aí será a vez do "para sempre".
Ela? Bom, ela ainda tem muito chão pela frente. Ainda tem muito amor pra dar e decidiu pagar pra ver o quão grande pode ser seu coração, pra suportar tamanho amor.

quinta-feira, 25 de fevereiro de 2010

Au revoir, mon amour

Chegou como quem não quer nada, assim, de fininho. Me tirou o ar, o chão. Me fez perder a cabeça e me permitir. Me fez me perder.
Mas no fim não me levou a sério. E era disso que eu mais precisava. E é isso o que mais preciso.
Agora é a hora que deixo a porta aberta pra que você saia, em silêncio, sem despedidas, sem abraços, sem olhares. Apenas saia, para que eu possa me encontrar novamente.
Me encontrar... Em paz, com os pés no chão, a cabeça no lugar, o fôlego renovado, e, ainda, me permitindo.
Mas não a você. Não mais.

sábado, 13 de fevereiro de 2010

Change

Fazia tempo que não ocorria nenhuma grande mudança na minha vida. Falo de mudança mesmo, não de quebra de rotina. Mudança catastrófica. Daquelas que vira tudo de cabeça pra baixo. Daquelas em que você se perde e não reconhece mais nada em si e ao seu redor.
E isso é bom. Muito bom! Porque nenhuma mudança assim é igual. Cada uma vai mexer com você de um jeito. Cada uma vai te arrancar e te oferecer coisas e situações diferentes.
A minha "grande mudança" se iniciou quando a vida (A vida? Destino? Deus? Enfim...) me tirou algo valiosíssimo e de suma importância pra mim. Achei que a tal mudança acabaria ali, naquele vazio. “É só isso? Vem assim, me tira o que mais amo e se vai? Vira meu mundo de cabeça pra baixo e fica por isso mesmo?”.
Mas não. A vida - ou destino - ou Deus - queria que eu aprendesse lições importantes, crescesse e tomasse decisões sem aquele que me arrancaram por perto me dando instruções do que fazer e como proceder, como ele sempre fazia.
A ficha demorou a cair, mas caiu. Ele sempre me disse o que eu deveria fazer quando esse momento chegasse. Quando a mudança inevitável viesse. E agora eu descobri que achei que eu estaria preparada pra isso. Mas não estou. Preciso amadurecer, crescer, mas ainda tenho aquela necessidade de pegar na mão dele e perguntar “E agora? Que passo dou? Pra que lado devo ir?”, porque tenho medo.
Medo! Medo dessa mudança.
Se bem que é uma bela mudança. Algo pelo qual eu precisava passar pra aprender que nem sempre a gente tem aquela mão e aquela voz ali, guiando. Uma virada positiva na minha vida.
E acho que o objetivo dela será alcançado mais brevemente do que eu imagino. Mas nesse momento, eu sinto medo. E olha que eu sempre fui de me jogar. Sempre entro de cabeça em tudo. Mas dessa vez eu estou amarelando. É... Quem diria!
AH... Quer saber?! Vou tentar! Vou me arriscar! O dono da voz que sempre me dizia o que fazer foi um ótimo mestre. Me preparou bem pra esse momento. É meu dever orgulhá-lo.
Então eu vou passar por essa fase de mudança de cabeça erguida, firme, decidida e vou usá-la a meu favor, aprendendo e crescendo com tudo o que ela me arrancar e me presentear com o tempo.
E depois, que maneira melhor de começar o ano senão com uma baita mudança? É como diz aquele velho clichê: "Ano novo, vida nova". Esperanças renovadas e outras surgindo. Bom, não? Mudar é preciso!
Enfim, a decisão está tomada. Fiz minha aposta, agora vou esperar pra ver se ganho no final.
Agradeço a Deus por isso que estou vivendo hoje. Por essa experiência. E peço a Ele todos os dias para que eu acerte nos meus próximos passos e que não me deixe nunca sem saber o que fazer em todas as situações da minha vida de agora em diante.
E sai medo, deste corpo que não te pertence!!!
A mudança é inerente ao ser humano. E eu sou movida a isso!

segunda-feira, 1 de fevereiro de 2010

Tu vens?

Não sei como isso acontece, mas tenho a sensação de que borboletas invadiram meu estômago e não param quietas, batendo suas asas. Expressão malhada, né?! Mas não há outra melhor pra definir essa sensação, esse friozinho que atravessa a barriga.

Quem me dera ter o poder de enganar meu sistema nervoso, de fazê-lo acreditar que nada está acontecendo, que eu não gosto nem um pouco de você e que eu não estou nem um pouco me importando com o fato de te ver no dia seguinte.

Te ver! Poxa! Só te ver e passar uns dias com você. Só isso! O que não é nenhuma novidade pra gente. Já passamos tantos finais de semanas juntos. O que seria mais esse? Por que essas tais “borboletas” resolveram fazer a festa dentro de mim? Por que isso agora?

É. Acho que eu que devo me fazer uma pergunta: Eu preciso mesmo de uma resposta? Será que eu mesma já não sei?

É. Mas se idiotizar assim faz parte do processo, né?! Ficar boba e catando respostas sem sentido à perguntas mais sem sentido ainda. Tudo isso faz parte. E as borboletas são sinais. Isso mesmo. Sinais de que você está vindo e que eu estou feliz só por saber disso. Mas por que ficar feliz por isso? Ah, mais uma pergunta-sem-noção-cuja-resposta-tá-escrita-na-minha-testa!

Eu estou feliz porque tenho seus abraços, seus olhares, seu carinho, sua atenção. Porque sou sua menina e você é o meu rapaz. Porque nos permitimos, mesmo mantendo nossas liberdades. Porque não precisamos de rótulos e só usamos pronomes possessivos entre nós. Porque há encaixe, nossas personalidades se sobrepõem uma à outra. Porque a química e a física funcionam perfeitamente bem e por isso a gente se entende. Posso listar aqui centenas de outros motivos, mas não preciso.

E eu posso estar com você numa redinha num final de tarde chuvoso e entediante, sentada à beira-mar apreciando o encontro do céu com o mar, admirando a lua cheia ou entre quatro paredes sem nenhuma distração, que o sentimento é o mesmo, a música de fundo imaginária é a mesma, a vontade de te abraçar e não largar mais é a mesma.

Enfim, isso tudo parece bem idiota. Gastar minutos escrevendo essas pieguices todas... Ficar ouvindo Alceu Valença, Geraldo Azevedo, e MPB enquanto olho fotos de momentos nossos...

Piegas. Muito piegas. Mas isso também faz parte do processo, né?! Todo mundo passa por isso, né?! Então que minha idiotice seja perdoda. E que as borboletas batam suas asinhas sem pressa, sem euforia exacerbada, porque eu me permito sentir isso. Eu me permito a você. Sem cobranças, afinal reciprocidade bem-vinda aqui é aquela de livre e espontânea vontade. Você vem? Você quer? Você sente? Você se permite também? Então fecha os olhos e segura minha mão, que o que vier é lucro, já que só por ter você por perto me basta.

E como diz Alceu em Anunciação: “Tu vens, tu vens. Eu já escuto os teus sinais.”.

Rafaela Bezerra

sexta-feira, 15 de janeiro de 2010

Não me solta, tá?!

Alguém já te disse o quanto seu abraço passa a sensação de proteção?
É tão apertado que nenhuma parte do meu corpo fica longe do seu.
Posso ouvir seu coração bater, sentir seu cheiro na sua camisa (ou na sua pele mesmo), sentir sua respiração sob meus cabelos, sentir suas artérias pulsando por todo seu corpo. E nada mais importa. Só a gente ali, se sentindo, se completando, num encaixe perfeito.
Você me abraça tão forte que é como se tivesse medo de me perder pro vazio e silêncio ao nosso redor. Como se você, por ser mais experiente, tentasse me proteger de tudo que me cerca, de tudo que teima em entrar no meu caminho. Talvez você tenha medo de que eu amadureça mais e não precise mais da sua proteção. Daí me abraça tão forte que é como se tivesse medo de que eu te escape.
Mas eu não vou a lugar algum. Como poderia?
E quando você não está aqui, quando some sem dar notícias, eu fico aqui sozinha doendo de saudade. Saudade conseqüente do bem que você me faz quando estamos juntos.
Então fico aqui, desprotegida, perdida, esperando você surgir e me oferecer outra vez o aconchego dos seus braços, me oferecer seu calor pra apaziguar meu frio, me oferecer sua voz tranqüila pra quebrar a monotonia desse silêncio, me contar suas histórias pra passar mais rápido minhas horas ociosas, me mostrar lugares lindos pra tirar esse vazio da frente dos meus olhos, me dar um pouco da sua paz pra que eu esqueça meus problemas.
Tudo some quando estou dentro dos seus braços. Os problemas, as pessoas, as contas, os estresses, os trabalhos pro dia seguinte, e até mesmo nossas incertezas, nossas diferenças, as raivas que você me faz. Até isso some quando você me abraça forte. Viu o poder que seu abraço tem? Haha! E não há sensação melhor do que dormir se sentindo assim, segura, acomodada dentro dos seus braços quentinhos e recebendo aquele abraço do tipo te-quero-só-pra-mim. É, você é bom nisso.
Mas enquanto você brinca de esconde-esconde, eu fico aqui sorrindo feito boba e cantando internamente: “Eu sou sua menina viu?! E ele é o meu rapaz. Meu corpo é testemunha do bem que ele me faz...”.

sexta-feira, 8 de janeiro de 2010

Cansei. Mas...

Cansei desse joguinho. Cansei de dar tudo de mim pra que isso que temos seja especial. Cansei de olhar pra você toda derretida, suspirando e me sentindo a mais sortuda do mundo. Cansei de ver perfeição em tudo que você fala e faz. Cansei de quando você fala coisas absurdas brincando e eu, boba, acredito e você morre de rir com isso. Cansei de me sentir protegida nos seus braços. Cansei de acreditar que tenho alguma importância pra você. Cansei de te admirar e te achar o cara mais inteligente que conheço. Cansei do seu cheiro, em você e mais ainda em mim! Cansei da sua voz dizendo baixinho que adora estar comigo. Cansei da sua cara de cachorrinho sem dono, quando me olha daquele jeito que faz com que me atire em seus braços. Cansei de achar que você é o cara certo.
Opa! Mas não existe cara certo!
Então eu cansei de achar que isso não vai dar em nada. Cansei de achar que você é assim com tantas outras. Cansei de dar ouvidos aos que dizem que você não assume compromisso porque não tá nem aí pra mim. Cansei de querer que você queira algo sério só porque eu quero.
Opa! Mas eu não quero ter que dividir você!
Cansei de querer você. Cansei do que sinto por você. Cansei de ficar boba quando você me diz coisas bonitas. Cansei de sentir frio na barriga quando nos falamos. Cansei da sua voz, do seu olhar, das suas mãos, do seu corpo, de sentir seu coração acelerado, da sua boca, do seu cabelo caindo nos seus olhos, do seu andar. Cansei de você.
Opa! Mas e agora? O que eu faço? Pra que lado vou? Que passo dou agora?
Talvez eu tenha me tornado meio dependente. Talvez eu nem tenha me cansado tanto assim. Talvez a gente ainda possa ficar juntos, mais lá na frente. É. Talvez você também sinta tudo isso e pense em algo sério. Porque um ano é o suficiente pra duas pessoas se conhecerem né?! Então talvez eu esteja falando bobagens e colocando a carroça na frente dos burros.
Eu disse que cansei? Opa! Mas eu ainda quero você.
Sou inconstante, eu sei, mas te querer é a única certeza que tenho.