quinta-feira, 24 de dezembro de 2009

No fim há recomeço!

O ano acabando. As metas alcançadas no decorrer dele sendo analisadas. Os planos pro ano que virá sendo revisados. A roupa pro Réveillon sendo escolhida (Branco? hum... Vermelho? Huumm... Verde? Hum...). O local da virada sendo escolhido. As companhias sendo selecionadas. O espumante (vale outro tipo de bebida hein!) sendo garantido.
Hum... O que mais falta?
Ah... E o estado de espírito, como anda?
Preparar a saúde mental pra chegada de mais um ano também conta!
Um banho mais demorado, um mergulho no mar ou na piscina, observar o pôr-do-sol, se permitir comer aquelas besteirinhas que nos deixam com água na boca sem se preocupar com a balança, armar uma rede num local com sobra e tirar aquele cochilo, desejar coisas boas aos amigos (Afinal, dizem que tudo que desejamos volta em dobro ?!), calçar aquele velho tênis e caminhar/correr ouvindo suas músicas favoritas no mp3, ir dormir tarde assistindo um bom filme (de preferência acompanhada), ir dar uma volta no shopping (Leia-se fazer umas comprinhas bobas. rsrs), ...
Esse ano que tá acabando foi de muitas vitórias mas também de muitas, mas muitas rasteiras pra mim. E vou me despedir dele dando um "adeus" bem firme, como se pisasse em um inseto nojento e raivoso.
E a cabeça? Descansada, sem preocupações, totalmente zen e preparada pra encarar mais um ano de aulas, contas, trabalho, mudanças e bons momentos, claro. Preparada para o novo, o desconhecido, a luzinha no fim do túnel que dá pra um lugar inesperado, pro outro lado da porta.
2009 foi um ano diferente dos outros. Foi um ano...hum... digamos que contraditório.
Conheci pessoas maravilhosas pelas quais eu daria muito de mim pra que permanecessem no meu caminho, e foi um ano em que as perdi, sem saber a causa, sem saber onde errei, sem saber nem se houve uma falha minha. Foi um ano em que celebrei por conseguir me manter muito tempo (meu máximo) num emprego e me esforcei para mantê-lo, e foi aqui também que saí perdendo, mais uma vez sem motivo, embora eu já planejasse perdê-lo. Foi um ano em que me prometi me aproximar mais da família e me esforcei pra isso, mas acabei perdendo meu pai, pra sempre. Foi um ano em que comecei adiantando meus estudos e acabei atrasando. E foi um ano em que conheci alguém que fez uma diferença enorme nos meus dias, me arrancou sorrisos fáceis, me deixou boba, me fez amadurecer, fez com que eu me apaixonasse quando acreditava que tão cedo isso seria possível de novo... E terei que perdê-lo. Porque nada é como a gente quer, nada sai como planejamos. Mesmo quando tá tudo perfeito, alguma coisa vem e te derruba.
Mas em 2010 manterei meus pés bem colados ao chão (o que não me impedirá de sonhar), minha cabeça descansada e estarei atenta a essas rasteira. Pelo menos são meus planos. Vamos ver se no decorrer do ano cumprirei os objetivos que visualizarei ao pular as 7 ondinhas em Pipa!
Viva o recomeço! Viva o novo! Afinal, o que seria de nós se não fossemos inerente à mudanças, à segundas chances, à uma nova tentativa? Haveria suicídio em massa todos os anos ?! Rsrs
E você? Como andam seus preparativos? Já analisou o que passou nesse ano? Já se estipulou metas pra 2010?
Feliz Natal e um ano novo cheio de boas descobertas e vitórias!

domingo, 6 de dezembro de 2009

Sobre a saudade

Sabe aquela sensação de que você está se esquecendo de algo?
Sabe quando saímos de casa apressados e passamos o trajeto todo com uma sensação ruim de que esquecemos algum objeto importante em casa?
Ou mesmo quando você entra no seu quarto e tudo está fora de ordem, por alguém ter arrumado suas coisas sem permissão, e você passa horas tentando achar algo que não está no “lugar de sempre”?
Pois bem. Essa é a sensação infinda que tenho sentido nessas duas últimas semanas.
Duas semanas sem meu pai.
Sem o único homem que me amou demasiada e verdadeiramente. O único que fez e faria de tudo por mim, por minha irmã e por mamãe.
O único homem de verdade na minha vida. Que nunca mentiu para mim, nunca escondeu nada, nunca traiu minha confiança, nunca foi rude e egoísta comigo.
Cara, a sensação de falta é inexprimível. Dá um vazio no peito, as lágrimas são inevitáveis, a voz fica presa e gritamos internamente. Mas não adianta, nada trará de volta. Nada suprirá a saudade.
Mas, enquanto houver saudade haverão lembranças passando como um filme na cabeça, enquanto houver saudade haverá amor. E, enquanto houver saudade, o vazio não será tão vazio, pois dizem que quem se vai, vive em nossa saudade.
E creio que há formas dessa sensação de falta não ser tão arrasadora... Uma delas é acreditar que ele está comigo, mesmo que apenas em meu pensamento, em minhas atitudes espelhadas nas deles, na minha personalidade herdada dele ou mesmo nos traços físicos, no sangue que corre em minhas veias.
E como diz uma música do Eric Clapton, When You’re Gone: “and when I close my eyes it's you I'm thinking of”.
Afinal de contas, “saudade é o amor que fica”. E a minha é infinita!