Junho passou e nada brotou no papel. Nenhum tijolo foi posto sob as folhas em branco.
Final de semestre na faculdade, muitos trabalhos para dar conta e pouco tempo e tranquilidade pra fazer o que mais me dá paz: Escrever.
Mas em compensação (afinal, depois da tormenta sempre vem a calmaria, né?!), julho chegou e as férias idem! Tirarei essa primeira semana pra descansar, colocar as idéias no lugar, me encontrar novamente e espero voltar logo a ouvir o barulhinho do grafite riscando o papel (ou dos dedos tocando as teclas, o que é mais comum).
Essas férias do papel estão sendo bem vindas, precisava mesmo tirar um tempinho pra ordenar esse emaranhado de pensamentos-lembranças-saudades-sentimentos-escolhas-ansiedades. E descobrir o que eu quero afinal, porque convenhamos, ser inconstante é confuso, cansativo e enlouquecedor.
Não tirarei férias das palavras, pois estas levo comigo todo o tempo, mas tirarei férias de mim, das minhas loucuras, da minha necessidade quase que doentia de vomitar meus devaneios. Mas, claro que não cessarei. Ainda é uma necessidade! rsrs Apenas me darei ao luxo do descanso, do silêncio, das reflexões longe da escrita.
Rafaela Bezerra