quinta-feira, 25 de fevereiro de 2010

Au revoir, mon amour

Chegou como quem não quer nada, assim, de fininho. Me tirou o ar, o chão. Me fez perder a cabeça e me permitir. Me fez me perder.
Mas no fim não me levou a sério. E era disso que eu mais precisava. E é isso o que mais preciso.
Agora é a hora que deixo a porta aberta pra que você saia, em silêncio, sem despedidas, sem abraços, sem olhares. Apenas saia, para que eu possa me encontrar novamente.
Me encontrar... Em paz, com os pés no chão, a cabeça no lugar, o fôlego renovado, e, ainda, me permitindo.
Mas não a você. Não mais.

4 comentários:

  1. entendi tudin... eu deveria fazer isso tb... mas acho que vou deixar as coisas 'paralelas' haha

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  2. Lindo, Rafaela!
    Acho que estou precisando me encontrar também, sabe.

    =*

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  3. Rafaela, minha parente distante... hehe...

    Chega a hora em que precisamos abrir a porta, permitir ao outro a liberdade antes que nós mesmos viremos prisioneiros... Lindo texto!

    Obrigada pela visita no meu blog, e tu já estás lá nos meus seguidores.

    Beijo.

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  4. Rafaela, é realmente o que eu deveria fazer. Mas é tão difícil, não é mesmo? Parece que toda vez que eu tento abrir a porta para que ele saia, eu deixo a janela aberta para que ele volte. =/

    Adorei o texto, lindo como todos os outros.
    Beijos

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