sábado, 18 de abril de 2009

Lembranças indeléveis

Cada pessoa tem seu estilo musical, preferências por uns estilos e abominação por outros. Mas é engraçada a capacidade que temos de absorver os gostos dos amigos, parentes, namorados(as) e até "casinhos de uma noite". A menina que curte axé fica com um roqueiro, e no dia seguinte lá está ela ouvindo Iron Maiden, Incubus e outras variedades desse estilo. Ou o pagodeiro que de tanto ouvir os amigos o botarem pra ouvir MPB, acaba cedendo e baixando todas as músicas possíveis no computador. Ter personalidade e estilos próprios é quase que impossível, visto que somos uma esponja no meio social. Se o amigo se veste de tal jeito, o outro o imitará. Se a namorada gosta de tais lugares que ele nunca frequentou, mesmo quando o namoro acabar ele irá permanecer frequentando tais lugares.
E por que isso? Simplesmente porque temos a necessidade de nos prender a coisas, músicas, lugares e/ou pessoas que nos fazem lembrar pessoas que gostamos. Mesmo que aquela pessoa tenha permanecido apenas por uma noite na sua vida. Mas se você gostou daquele momento e do que vivenciaram naqueles poucos minutos... Qualquer coisa que te lembre tal pessoa vai te arrancar um sorriso do rosto (Ou uma lágrima. E por que não?). Até mesmo um cheiro... Sim, um cheiro! Pode ser o perfume mais conhecido e usado, ou aquele que você nunca mais sentiu ou sentirá na sua vida (aquele cheirinho que SÓ aquela pessoa tem). Até mesmo isso nos prende a alguém e fica preso na memória.
Talvez seja por não querermos ficar sozinhos no mundo. Saber que temos aquele cheiro nos acompanhando, ou nos olharmos no espelho e ver aquela pessoa em nós através de um adorno ou uma roupa que ele também goste... Isso causa a falsa impressão que estamos acompanhados, mesmo que em pensamento.
O ser humano é fraco no emocional, muito fraco. Nem os mais durões e frios se negam a absorver atitudes - gostos musicais/literários - gírias - maneira de se vestir - ações de pessoas a quem querem bem, amigos inseparáveis ou até mesmo daquele irmão pentelho.
Sempre teremos essa necessidade incontrolável de ter conosco abstratamente coisas que nos lembrem pessoas que gostamos.
E por falar em cheiro... Ah, aquele cheiro!

quinta-feira, 16 de abril de 2009

Meio vazio

Uma das coisas mais difíceis de se passar pra uma folha de papel (ou, santa modernidade, pra tela de um computador), são os sentimentos. Difícil, muito difícil.
Recentemente um deles me tomou de surpresa. O danado do "amor", ou "paixão" (já que o tempo foi curto. Hehe).
Lá estava eu, quieta no meu canto, curtindo minha solteirice e me dedicando a coisas importantes como trabalho e faculdade. Daí chega ele, assim de mansinho, como quem não quer nada. O tempo foi curto, mas mexeu comigo de uma forma tão absurda que tem horas que nem eu acredito que EU tenha me deixado cair nas garras desse sentimentozinho.
Não que isso nunca tenha acontecido. Mas dessa vez me pegou de uma forma que não teve escape. E junto com ele veio outras sensações, sentimentos, ações, aprendizados... Enfim, nunca saí de um relacionamento (por mais tronxo que tenha sido) com um saldo tão positivo!
Foram os quase 2 meses mais edificantes da minha vida nessa área. E tenho absoluta certeza que agora sim estou preparada pra essas coisas bobas da vida. Não pretendo cair nas garras desse sentimento tão cedo... Mas se acontecer, não o negarei, irei me permitir.
Sou a favor de toda e qualquer forma de aprendizado e amadurecimento pessoal. Se "amar" está incluso aí... que seja! Mas vale deixar o aviso aqui de antemão: Nunca se iluda! Me entrego, caio de cabeça quando vejo que vale a pena... Mas sem reciprocidade, não rola meu bem!
E se vale de ensinamento: Inteligência é afrodisíaco. Nada melhor do que passar horas compartilhando idéias e experiências enquanto se afaga, acaricia e mata de beijos.
Quanto ao curto tempo de frio na barriga e "manicaquismo"... foram os melhores que experimentei. Deu certo enquanto durou, deu certo enquanto tinha que dar. Agora é a hora em que um outro sentimento surge: O carinho. Pois aqui, amizades edificantes são sempre bem vindas.
Volta e meia... cá me encontro naquele velho vazio novamente. Ocupando qualquer espaço na mente com trabalhos, estudos, festas e atenção a família e amigos. Mas ainda assim... aquele sentimento que se foi deixou um vazio que insiste em permanecer.
A cadeira ao lado no cinema, o espacinho no banquinho da praça ou na toalha estendida na areia da praia, o travesseiro ao lado... todos estão vazios. E permanecerão assim até que eu permita que alguém venha chegando assim, de mansinho, pra ocupá-los.